sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

BOAS NOVAS - 2012

O CD sai esse semestre, recebi uma proposta pra gravar e to com o projeto da gravação do CD habilitado pelo BNB, de alguma forma no meio do ano sairá "GRAVE"!

O ano não começou bem pra mim, o que não importa, pois foi movimentado pro andróide e isso salva um pouco. Tem registro de uma canção nova tocada na Casa da Ribeira e da apresentação do Prêmio Hangar (no Teatro Alberto Maranhão), onde fiz uma versão de O PREÇO DO AMOR de Elino Julião, um dos homenageados da noite, mesclando com O MESMO MAR QUE NOS UNE, SEPARA. Duas tocadas importantes no primeiro mês do ano!

Tonto
Juão


E eu que me apaixono sempre por marginais
estou cansado de me auto-vitimizar

Eu que sou tonto
estou tão centrado
Não dá mais pra viver só de girar

Eu mereço cada surra que levei

Não dá pra pedir socorro num mundo tão frágil
Não é só de conforto que eu me satisfaço.


VÍDEO com uma improvisaçãozinha no início - Show de abertura
do acústico do Talma&Gadelha

VÍDEO do Prêmio Hangar, onde fui indicado como revelação

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Não se vá, meu pequeno caos.

Eu sou exatamente o que eu achava que você era.

Não me acho fofo
não tenho pena de mim
me bato, me beijo, me forço, me supero.
Alguém com sentimentos tão caóticos
capaz de superar qualquer problema
em nome da parceria continuada e sexualizada

Eu sou exatamente o que eu queria que você fosse.
Eu só queria alguém pior que eu.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Letra hoje, música amanhã

Sazonal

Eu tenho muito amor próprio
para ler auto-ajuda
até quando serei tão acidental?

estou acostumado a morrer
mas não a ficar morto
revolução interna
mudança sazonal

preciso de alguem que aguente minhas estações
invernos brutais, curtos verões

mesmo que eu apodreça na sua boca
me beija até a saliva secar

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Pra quem ainda não conhece o projeto ANDROIDE SEM PAR

Voltarei a compor e a postar material por aqui nessas férias. ;)











domingo, 24 de abril de 2011

post interno.

O fracasso de tentar ser feliz, o que me causa mais ódio é o amor parecer infinito, esse amor padronizado, esse amor romântico encarquilhado, eu não nasci pra amar assim. Porém, eu quero uma cumplicidade tão utópica quanto a impossibilidade de alcançar esse amor globalizado. Eu quero ser leal e estruturado o suficiente para não me preocupar com fidelidade, eu quero poder fazer o que gosto e dizer tudo que posso sem precisar reafirmar que amo. Eu quero uma amizade extendida. Eu quero um suplemento, infinitas serão minhas lembranças. só.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Não aceitamos devolução

C
eu sei
Dm
você vai enjoar de mim
F
vai cansar fácil

C
bem sei
Dm
que você vai fugir
F
sem deixar rastros


F
Isso não é nenhum presságio
C Dm
nada garante o amor

C
amor não basta

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Impressões


Eu vivi mal a minha vida inteira.
Eu dormi mal, eu comi mal eu freqüentei as piores pessoas.
Eu precisava me tirar do conforto que o mal estar me garantia.

Venha aqui, me ofertar uma cerveja....


Eu passei uma semana na casa de Luiz Gadelha, e essa é minha segunda semana na casa de Melina Duarte, as regras sou eu quem defino. Algumas pessoas acham que porque eu não moro mais em casa não posso mais ir em casa, as raízes são cortadas aos poucos, é uma aprendizagem, no final disso tudo nem em Natal eu estarei morando mais.


25/10 - 31/1o/2010

Na casa de Luiz eu me senti em casa mais do que na minha própria casa, porque eu não ficava ouvindo a voz gasguita da minha mãe gritando comigo sem necessidade, porque eu já divido o quarto com meu irmão mesmo, então dividir com Luiz não tinha lá grandes diferenças, porque ele me recebeu muito bem, porque nos damos bem e as coisas seguiram em harmonia. Eu que gosto de um conflito, fiquei em paz uma semana, fumando, bebendo e compondo (menos do que eu gostaria, mas eu praticamente passava o dia inteiro fora). Eu e ele agora temos uma banda chamada EVOL, junto com Melky, Natália e Emily.
A vida tá sendo difícil comigo, eu não compartilho de uma estética e uma poética convencional ou facilmente aceitável nos meus trabalhos autorais então estou montando a minha encenação final com muita dificuldade; meu processo e, meu tempo são outro. Eu tenho muito desgaste mental com UM POUCO DE INFERNO, porque eu tenho que pensar em dramaturgia, estética, publico, formas e mais formas e resoluçoes para tudo acontecer. O andróide, que pra mim nem existe ainda, é onde quem vê mais se reconhece, talvez seja um lado que manipulei pra ser mais bem visto. Talvez pelas pessoas esperarem muito quando um bebê ainda está na barriga.
Na segunda, como de costume, eu fui pro cinema com o clubinho do cinema, assistimos os 3 velhos filmes de sempre e eu lembrei de como foi levar todas as minhas malas pra casa de luiz, foi divertido e depressivo ao mesmo tempo, eu me sentia um burro de carga saindo de onde não tinha mais água ou então um caramujo que lento se deslocava com a casa nas costas. Gadelha mora em ponta negra-capim macio , onde eu já havia morado (em 2004), onde eu reconquistava memórias, onde eu já sabia quais ônibus pegar. Na terça eu não tenho aula pela manhã então eu fui com o bb pagar as contas no extra e nesse dia Luiz fez o almoço, ele sempre faz umas coisas gostosas, destaque pra pipoca, que a dele é ÚNICA. Todo dia praticamente eu chegava em casa as 23h, os ensaios vão geralmente ate as 22h, teve um dia até que assistimos uns filmes, eu dormi depois do primeiro, claro.
O banheiro de luiz tem uma privada com desenho de peixinhos, eu me sentia poluindo o mar. Minha escova de dente perto da dele, o box que mal me cabia. Eu lembro dessa semana em especial com muita alegria. Nossa, ele me deu a chave de uma das portas, quer dizer....ele fez tudo pra eu me sentir de lá.
A gente conversou muito, conversou sobre nós, sobre futuro, sobre passado, a gente sempre tomava café da manhã, e era nessas horas que o papo fluia, eu adoro isso mesmo sem ter o costume de comer pela manhã. De noite a gente sempre bebia, cervejas antes de dormir, algo melhor? Nós seguimos Natália, a menina que bebe todos os dias.
A primeira vez que eu e luiz nos vimos foi em um curso de teatro em 2006 no centro experimental de pesquisa e formação teatral, no módulo 2 ministrado por Marco França, Lenilton e Fernando Yamamoto. Foi onde também conheci Simona, Valéria, Camille, Ênio, Tiquinha e Angela. Não eramos muito chegados, faziamos coisas juntos, mas porque eramos da mesma turma. Foram anos depois, em 2009, que a gente começou a se comunicar mais, conversar mais, trocar músicas e a criar juntos de fato. Foi paralelo ao surgimento do andróide que minha amizade com LG ficou mais forte, ele tinha que estar fazendo parte de tudo isso. Aquelas coisas que não se explicam, simplesmente acontecem. A criação dessa vivência veio do fato de eu antes de pensar nisso como plano maior eu já estar pensando em ir passar uma semana na casa dele. Liguei uma coisa com a outra e agora estou nessa loucura de pegar outros ônibus, viver outros lugares, demorar mais tempo pra chegar na faculdade, acordar mais cedo e etc