segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pocket - Dorme meu amor - para mim mesmo.

Amanhã não quero ter nenhuma lágrima guardada.


Dorme
Juão

Dorme meu amor
esse tempo bom
vai curar
todas as dores

Dorme meu bebê
para entender
que existem coisas
que temos fazer sozinhos

OUÇA: Dorme


MÚSICA - Não espectador

As gravações caseiras no quarto da melancolia e com o pc quebrado já fazem parte do processo, tenho que gravar com ruídos e em má qualidade antes de tudo.
mais uma.



Não Espectador
Juão

você não sabe onde isso vai dar?
eu também não faço
a minima
idéia

eu passei/cansei meus dias
nessa espera
agora
não tenho pressa
deixa como está

deixa
acontecer
deixa se formar
quero/pode acreditar

que essa história bela
eu não assisto da janela

que eu faço parte
dessa felicidade
desconfio
mas sei aproveitar

OUÇA - Não Espectador

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eu quero sim que você arranque meus lábios fora
que você me sufoque, que me esquarteje e conserve as partes.
Leva elas contigo, me carrega com você.
Mas me destrua com sua boca.

Quero que você saiba que eu sou tão romântico quanto sexual, e eu sou muito.
Quero que você não tenha pudor em se entregar, como eu não tô fazendo questão de ter.
Quero você transparente e sólido.
Quero você em todos os lugares, no escuro e no claro,
eu não me importo se você não se importar.

Eu sempre lembro dos fins, mas de você quero a lembrança do eterno começo.

domingo, 5 de setembro de 2010

Desejo que esse nome não sirva

Foi por encontrar um novo caminho possível que eu estranho tanta felicidade.
A esperança de jogar o nome desse projeto no lixo me faz querer que você fique comigo
[mais e mais manhãs]
[mais e mais madrugadas]
[mais e mais salas escuras]
[mais e mais óculos 3D]
[mais e mais chuvas]
[mais e mais construções]

Encontrar alguém tão apto a criar e dar forma como eu,
me faz esquecer todas as implosões e desmoronamentos antes ocorrido.
Quando estou perto de você me sinto mais arquiteto.

É porque pra mim é difícil demais encontrar pessoas tão especiais a esse ponto:
carne/coração/cérebro compatíveis.
Talvez você seja a terceira.
Tem gente que larga uma e já está com outra, mas eu não gozo com o pior dos sexos.


Eu to por aqui; carente, solitário, com muita saudade, com/sem par ao mesmo tempo.
Querendo te ligar, querendo reviver aqueles momentos, querendo comemorar o achado
mas a distancia separa o que antes o medo fazia questão de manter longe.


logo logo a gente se vê outra vez
afinal
"Essa história bela
eu não assisto da janela"
#androidesempar

Antes não souberam decifrar essa música
espero que essa seja a vez
http://www.4shared.com/audio/0GrfgJCS/esses_meses.htm

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O mesmo mar que une, separa

Eu já tinha postado essa mesma canção com um título diferente, mas agora to postando não só a letra, mas também a gravação caseira que eu e luiz fizemos!

É pra vc Myle!
Pra minha eterna companheira!


O mesmo mar que nos une, separa
Letra:Juão Música: Luiz Gadelha

Você não cansa de me lembrar

pra que servem os olhos

eu enxarquei o mar

com minhas lágrimas

e agora os peixem se embriagam de lembranças

flutuam parecendo mortos

Enquanto as baleias bêbadas

esquecem os bons modos

e lamentam a saudade encalhada

nessa canção.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

E eu me pergunto o por que da hierarquia entre esse dia e os outros.

Antes de tudo: Não costumo comemorar aniversários

Não que não faça questão, mas prefiro não me frustrar, não potencializar ou engrandecer um dia que pode não ser assim tão legal.

Não que eu tenha tido algum aniversário durante esses anos que tenha me feito muito mal, não é isso, mas é que meus dias normais por si já são tão comemorativos que esperar mais do dia 14 de junho seria pressionar demais o coitado do dia pra que ele fosse algo sublime.

Virei a noite, por acaso, com 4 dos meus apóstolos kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
mentira, não sou jesus, não quero seguidores(basta o twitter - @Juaoak - follow me), mas quis dizer que são 4 das pessoas que confio e quero junto. Foi um jeito sarcástico de analisar, oquei, eu tenho esse jeito meio anti-cristo, mas não é nada pessoal. Eu gosto de reforçar o amor que sinto por essas pessoas, eu quero elas perto, não são qualquer um, e tem mais gente nisso, mas cada um no seu tempo...Eu ganhei uma tequilinha *-* e penetrei o dia 14 bem feliz, após tocar algumas musiquinhas do andróide no casanova, após conversar com meus amigos num clima de friuzinho e chuva bem gostosa, pq quem me conhece sabe:

"amo o frio como amo a noite".

Ao meu estilo meu dia me presenteou com um apagão no condomínio - meia noite e pá! BLACKOUT - bem que a gente poderia viver na escuridão né?
Ficou tudo mais legal, sem luz, o som do silêncio, e foi um dos melhores inícios de aniversários ever(ton), e eu nem me esforcei.

Voltei pra casa ainda tudo apagado, vejo uma luzinha, minha irmã estava acordada, ela não consegue dormir assim ainda² tem medo do "inesperado da escuridão"....ainda to trabalhando isso com ela, já já ela supera. Conversamos durante um tempão...vejo que há esperança na minha família...amo muito minha irmã, talvez por ela ser muito parecida comigo, a gente deitado, a luz de vela, as sombras nas paredes, o intimismo instaurado.

Era linda a cena dela fazendo bolhas de sabão no escuro, e as sombras da menina e das bolhas. Essas coisas "pequenas" me fazem pensar, pensar, pensar...eu tava tentando pegar uma bolha e ai vinha a história do andróide sem par, mais uma vez dentro de mim.

As bolhas sempre estouravam ao me tocar...ai lembrei, pós tantas experiências e experimentos de quando jovem, se eu melar minha mão com o mesmo material que a bolha de sabão, eu consigo segura-la durante um bom tempo, mantenho ela junto de mim e ainda brinco.

Talvez se as pessoas quando quisessem ficar juntas elas tentassem se "melar", cobrir a superficie de contato, com coisas que façam parte uma da outra, as coisas durassem mais. NA VERDADE, ACHO QUE O PROBLEMA É ESSE, AS PESSOAS TEM MEDO DE SE MELAR - DESSA VEZ É SEM ASPAS. Me pergunto pra onde vai o homem contemporâneo e todos os seus sistemas temporais de baixa longividade. Por que esse homem flash? eu geminiano, paradoxalmente me questiono.

Não que eu não goste do prazer de sentir a bolha estourar no meu corpo, talvez o ápice, a água borrifada na minha pele, mas eu sinto que depois de ver tanta bolha estourar o novo prazer é manter.

Uma longa primavera.

(Fragmentos/pensamentos de um suposto livro que eu comecei a escrever no final de 2009 e que hoje certamente virou mais uma lembrança de um tempo que foi escrito, desenhado, pintado e que não poderei arrancar uma folha sequer para não haver enganos.)

Um súbito de informações invadem o corpo, as flores estão ao alto. Não sabe-se como ou aonde os olhos passaram a brilhar, mãos trêmulas e pernas inquietas, começaria alí um amor triângulo.

Julho de 2008,
Os adolescentes sem dúvida obtiveram um espaço significante na sociedade, tempos de revolução pessoal, interna e externamente. Aqui nesse pequeno manicômio que chamamos de cidade não foi diferente, manifestações culturais voltadas ao público teen, intervenções artísticas e modificações na área da estética. Tempos de liberdade de expressão, utilizavam o corpo e a imagem para "vender" um produto no mínimo falso que eram eles mesmos.
Nesta mesma época onde todos tinham tinta colorida no cabelo conheci um garoto que era uns três anos mais velho do que eu, ele não era tão grande, não era lá tão garoto também, um pouco afeminado mas muito bem apessoado. O conheci de repente, e assim as coisas foram acontecendo. Cerca de um mês depois sabíamos o suficiente um do outro, sabíamos o ocorrido até aquele último instante do nosso último suspiro. Num dia qualquer, numa das nossas andanças fui apresentada aos amigos dele, os melhores amigos, que até então não me conheciam por falta de oportunidade, ou de motivos.
Primeiro encontro. Era ela, não lembro da roupa ao certo, também não lembro das outras pessoas em volta, estavam todos apagados, desfocados diante da minha visão. Certamente estava com aquela meia arrastão que lembro nos dias de sábado daquele passado, cabelo esverdeado e detalhes incríveis em cada canto do corpo. Não sei aonde havia guardado minha cabeça naquele momento.
Os tempos passaram, os cabelos desbotaram e ainda mantinha contato com eles. Saíamos com mais frequência e estávamos mudando o guarda-roupa, os sorrisos eram os mesmos, o humor às vezes era alterado, os sentimentos por hora confundidos, algumas discussões e separações mas sempre deixávamos o passado enganado no nosso presente de felicidade gotejante.
Passeios na praia, areia no corpo, conversas picantes, silêncios e paixões platônicas. Lembro de ter sentido tudo no meu quase tudo. Era um ano bastante conturbado, lotado de conflitos e mudanças, era de certa forma um começo, mas ainda não sabíamos nada. No momento éramos apenas ouvintes do tempo.

Dezembro de 2008,
Mais especificamente no último dia do ano. Estava na praia acompanhada de uma pessoa muito especial com a qual vivi momentos incríveis e que me fez descobrir um outro sentido do que realmente se chama dor, mas isso é um outro livro. Fizemos pedidos saudando o novo ano, com os corpos entrelaçados sobre a areia da praia deserta. Os pedidos então puderam se realizar mais tarde.

Maio de 2009,
Mantive minhas crises de ciúme de sempre, me pondo em situações trágicas e desesperadoras. Realmente era incontrolável, perdia a cabeça com uma troca de olhares ou uma boca manchada de batom após cinco minutos de desaparecimento. A menina dos olhos de mel, aquela antiga menina dos cabelos esverdeados me fazia arrancar os cabelos de ciúmes, e eu a fazia ter ódio mortal da minha face por longas vinte e quatro horas, ou mais. Era passageiro, instantâneo e forte. E novamente os tempos passaram.
A menina dos olhos de mel era uma espécie de tudo o que eu podia e queria ter, éramos irmãs, confidentes e amigas. Brigávamos e discutíamos quase sempre, era também incontrolável, meu jeito estúpido e errante certamente não agradava a competência e beleza de tão linda jovem, ela sempre foi meu orgulho.
Nesta mesma época ou até antes descobri uma paixão dela por um tal músico, vocalista de uma banda de rock até então desconhecida por mim. Pudera, aqui nessa cidade onde só podemos escolher entre sol e chuva e só há divulgação de bandas de forró certamente não ouviria nada a respeito. Mantive um certo ciúme, ela não parava de falar nele e parecia uma criança devorando um sorvete com os olhos e pensamento. Haviam momentos em que eu desejava não ter descoberto tal novidade.

Junho de 2009,
Por convite da menina dos olhos de mel fui a uma intervenção do tal vocalista dos sonhos, pelo qual ela sentia o estômago afundar, o único. E além de cantor o tal era ator, em meus sonhos uma quase realidade. Ele realmente parecia ser a alma gêmea dela, os gostos parecidos e aquelas citações de Augusto dos Anjos na minha cabeça, aqueles materiais e cores, aquele trem quebrado e aquele cheiro e me sufocava. Eu gostei, era um pouco de dor que eu precisava pra afundar de vez entre aquelas paixões. Havia uma outra menina conosco, a que eu não sabia mas também era amor secreto da menina dos olhos de mel. Estava eu, perdida, sem saber, diante das duas paixões da menina do vestidinho preto e da tatuagem na perna. Isso sim era sufoco. Não sei explicar mas sentia e sinto uma coisa muito forte por ela, talvez nunca entenda, essa amizade é quase inacreditável e inacessível.
Na mesma época alguns amigos nossos combinaram de ir a um evento que teria num pub perto da praia, haveriam alguns shows de bandas até então quase desconhecidas que tocariam alguns covers e fariam algumas mudanças no ritmo. Os shows foram ótimos e o tal vocalista ator estava presente com uma outra amiga a qual ele não largava desde o dia primeiro de janeiro, era carne e carne. Os vi bebendo tequila e dançando desengonçados, pareciam estar bêbados ou no mínimo chapados, passei a ver as situações e pessoas com outros olhos. Saí de lá não mais o achando tão "pedra no sapato".

Julho de 2009,
Dois meses depois de ter entrado num Projeto Social fui à uma viagem com o grupo para Campina Grande, ele também estava lá, junto da tal amiga "primeiro de janeiro" que era a coordenadora do tal grupo que piscava nossas ideias. A menina dos olhos de mel no entanto tinha encontrado uma outra paixão, essa totalmente fora dos padrões aceitáveis pela sociedade normal. O menino era cheio dos cachos e sorrisos brancos, parecia não se importar com moda e vivia acompanhado de um caderno que ela havia feito, rabiscando suas ideias e amores. Era um total idiota, tinha namorada e não contetado com a falta de sexo na relação foi fisgado pelo encatamento da tal menina de estatura baixa e pernas de fora. Certo ele, todos eram loucos por ela. Ainda acho que foi um momento de fraqueza na pobre cabeça da menina da menina, ela devia estar num daqueles surtos de febre do estrangeiro apesar de nem existir na época. Os dois passaram as viagens numa bolha, ouvindo as músicas do meu mp4 que titularam deles, cansaram apenas quando o pobre falho descarregou, estragando até a minha alegria da volta. Sorte minha que haviam outros, animados e com um violão, escolhendo músicas e cantarolando como se fossem crianças, aproveitando cada minuto pra acumular alegrias e aproveitar os momentos.
Numa dessas melodias, entre frio e paisagens tirei meu casaco listrado de dentro da bolsa, e de repente, num só impulso o vocalista vôou sobre meus ombros puxando o casaco de minhas mãos, ele repetia sem parar que era lindo e que iria roubar pra ele. Eu espantada nada entendia, não possuía nenhum conjunto de frases dignas com ele ou uma fila de sorrisos. Me levando pelo encatamento da brincadeira passei a vê-lo como um espelho e um mestre às minhas piadas sem graça e canções desafinadas. E assim começamos a outra parte da história. O resto daquela viagem foi só nossa, o tal vocalista era mais do que eu imaginava, uma outra metade de mim.

Agosto de 2009,
Iniciavam os vestígios de uma nova era, éramos três, eu, o vocalista e a menina dos olhos de mel. À partir do meio do mês criamos vínculos jamais quebrados, saíamos e conversávamos sobre todos os tipos de assunto, entre cigarros e bebidas nós ríamos como tontos diante de palhaços sem graça. A nossa felicidade no entanto estava só começando, era início de Primavera, estação das flores.

Setembro de 2009,
Após desencontros e desentendimentos ao telefone não sabia o que poderia salvar meu dia em plena quinta-feira. Junto ao vocalista combinei um tal encontro com a menina dos olhos de mel, uma maneira de nos vermos para jogar conversa fora, tinha saudades caladas. Fomos os três depois da loja de fantasias a um bar com karaokê e cerveja, eram as únicas opções, e era o que queríamos. Descobrimos alí uma compatibilidade de almas, em cada copo um gole de amor, surgiram os planos e surgiram as músicas na tela, gritadas e aplaudidas pelos espectadores da rua. Já era noite, havia garantido a felicidade do meu dia. E depois foram vários momentos de loucuras e esterias calorosas. Nossos passeios noturnos regados a cigarros e bebidas, as frases e lembranças.
E à partir daquele dia, daquela tarde banhada a àlcool e música construímos o mais belo jardim que alguém pode ter. Construímos um amor triângulo inabalável. E foram saudades, crises de abstinência e carência, neve. E as semanas foram passando, os dias, horas, minutos. Foi um súbito de tudo que nos tomou como vento, aconteceu conscientemente de uma certa forma, mas foi tudo o que eu havia pedido no tal ano novo. As coisas realmente acontecem de repente, sem que façamos planos ou expectativas, nos pegam de surpresa e mexem com todas as nossas estruturas.
Aguardem, a Primavera está apenas começando.

Outubro de 2009,
Eu e o vocalista fizemos uma música para menina dos olhos de mel, preparamos também uma surpresa que será inesquecível, uma das coisas mais lindas já vistas por alguém. A nossa música me traz uma paz inexplicável, ela vem cantada do fundo da alma, parece carregar todo o peso do sentimento, escorre por nossa boca num leve soprar. E continuamos vivendo momentos incríveis, tardes e noites encantadas, dias regados a vinho e massa, piscina, doenças, festas, shows. Tivemos também momentos união total, aquele nosso imã eterno que nos faz juntar os lábios, os corpos e membros.
Sinceramente não sei explicar a imensidão disso em mim, talvez esse algo tão grandioso seja uma forma de me levar à realidade do meu conto de fadas. Não consigo me imaginar sem os dois, é situação de desespero total pensar no Inverno.
E por enquanto vai ser assim...
A nossa Primavera vai demorar.

Dezembro de 2009,
Após grandes mudanças na nossa relação, amor triângulo agora parecia mito diante de tantas decepções que qualquer tipo de amor parece trazer. O final do mês ficou marcado em pequenas grandes tragédias e imensas feridas nos corações de quem, a alguns meses atrás, sonhava em dividir almas. Final de um ano com mais surpresas que o esperado.
Nos primeiros meses de 2010 as coisas voltaram ao normal, era questão de tempo até que aquele amor pudesse sentir falta de nós, e assim foi. Acontece que todos sabemos que nada permanece igual após um choque ou um arranhão sequer, mas agora tudo parecia caminhar bem daquela forma, não sei se é por que havíamos amado demais mas ser tão feliz como antes parecia algo meio impossível, e já era de se esperar. Apesar de tudo os três seguiram tranquilos e mantendo um nível de proximidade reduzido, isso só comigo e ela, com ele eu ainda era tudo e mais um pouco, até hoje não nos ferimos.
Fiquei sabendo algum tempo depois que minhas passagens para outro mundo já haviam sido compradas, dentro de um mês eu iria embora pra Europa morar com minha mãe e tentar ser o que ela sempre quis que eu fosse, e era o que de certa forma eu queria também, mas tinha muita coisa em jogo e eu nunca pareci tão forte pra saber carregar tanto peso em uma mala só, mas fui.

Maio de 2010,
Era dia 12 e minhas malas a uma semana já estavam prontas, eu nem sabia o que fazer diante de tão pouca coisa que eu ia levar, a maioria das pessoas que eu queria estavam na minha casa e mal podiam imaginar que se eu pudesse encontrava um jeito de enfiá-las uma a uma dentro das minhas roupas. Por não saber o que fazer dei um único grito que me valeu até o outro dia. Parti por volta de uma da manhã, dia 13 já. Dentro da mochila cartas, fotos, um cavalo branco e minha saudade que nem me deixou fechar o zíper.

Nem parece, escrevo hoje dia sete, essa semana fará um mês que cheguei aqui e carrego no peito toda a coragem do mundo. Agora eu sei que deixei muita coisa, mas sei que mesmo longe todas essas coisas serão pra sempre minhas. Eu vou mastigando o tempo enquanto o tempo me devora.


Por Myle