Existem dois mundos
O lá de fora e esse aqui, das pessoas próximas, que se interessam, que vem atrás.
Então qual o problema de vocês poderem acompanhar o que vem acontecendo em tempo "real" enquanto o resto do mundo ainda vai conhecer as velhas canções postadas aqui? Eu gosto de postar musica gravada em casa, sem artifícios, quero sempre fazer isso.
Bem, eu terminei de gravar o 1º CD, em fase de mixagem e masterização ja já ele sai pra download, mas eu já tenho um outro em mente, e quero gravar bem em breve, eu tenho o meu ritmo, e não to nem aí pro mercado.
Anuncio que depois do GRAVE, vem o PORNOFATAL.
e essa é uma das possíveis canções do futuro álbum.
Referências relações sexo e morte: inspirado em Nelson Rodrigues, Cazuza(óbvio), Santiago Nazarian, Gal Costa...
BESTEIRA Androide sem par PORNOFATAL
Bm E D7 G E
Bm E
Quanta besteira
Bm A
um amor pra vida inteira
G D
se de uma vida inteira eu não preciso
G D7
adoeço, logo existo.
G D
se de uma vida inteira eu não preciso
G Bm E Bm G
adoeço, logo existo.
Bm E
Quanta besteira
A
um amor pra vida inteira
G D
se de uma vida inteira eu não preciso
G A
adoeço, logo existo.
D F#7
Sou o cancer que inventei
G F#7
o amor que nao superei (2x)
D F#7
Sou o cancer que inventei
G E Bm E D7 G E D
o amor que nao superei
Pra quem não sabe e tem interesse em saber, fazer um CD tem como fazes de elaboração o momento de pré-produção ou ate mesmo na hora da produção, onde acontecem a decisão das canções que entrarão no cd, os instrumentos que são necessários, os músicos que serão convidados e a criação de novos arranjos e roupagens pras composições decididas, modificações de algumas letras, ou seja, já entrando na segunda parte que é a captação do áudio.
Aí vem a mixagem e a masterização, que geralmente são feitas por outras pessoas, diferentes das que captaram, mas acompanham todo o processo (mas nada é regra)
E depois ou ainda durante tem a criação, decisão/edição da arte gráfica ( que eu to ficando louco, porque não decidi ainda ) pra depois fazer a prensagem. Ah, vou fazer uma versão pra vender nos camelôs, ANDROIDE PIRATÃO, esse mercado tá aí, difunde bagarai, não posso fingir que não existe. Suguemos.
Faz um mês que estamos no processo de construção do GRAVE e ainda estamos na captação, creio que se tudo der certo essa semana, finalizamos essa parte.
De instrumentos só falta registrar o Trompete em algumas canções e o Cello em "Preso".
Comecei a gravar as vozes e já "matei" 5 cançoes: TRINCA, ESSES MESES, NÃO ESPECTADOR, COM UM BURACO NO PEITO e O MESMO MAR QUE NOS UNE SEPARA.
Esse momento é tão íntimo, tão descobridor/revelador, a gente percebe nossos vícios, nossos erros, nossa fragilidade, nossas forçações, que somando tudo formam minha individualidade pra esse projeto e o ego tem que estar bem adormecido, porque é um trabalho detalhista e delicado, sem apegos, mas com consciência também do que deve ser agarrado pra não perder a essência da canção.
É estranho e tocante demais, eu to captando canções de 2009, "esses meses" foi a primeira composição que fiz sozinho e eu gravando ainda consegui me emocionar,é muita coisa envolvida, é o destino mostrando-se mais irônico que tudo nesse momento de tanta felicidade profissional!
Esse CD do androide será uma OBRA SONORA AUTO-BIOGRÁFICA FICCIONALIZADA, então tem muito de mim, mas do que do personagem vitimizado que construí, que hoje já tem uma pitada de vilão tbm.
Bem, acompanhaí
Por enquanto o 3º Vídeo do registro das captações
Tem show DOMINGO - 14 DE OUTUBRO de graça, dentro de um barco, pra quem quiser fazer junto conosco, num por do sol lindo, a prévia desse CD!
Eu fico pensado sobre arte, sobre porquê lançar algo que precisa de muita elaboração num mundo tão instantâneo. Que necessidade é essa? ou que trabalho é esse? AHHH é trabalho, ahhh pode ser um trabalho, e porque não se ganha por isso? não sustenta-se com isso?
é tanta dificuldade, tanto empecilho.Pouquíssimo retorno.
só pode ser fisiológico.
Nos tempos de hoje ser artista é só ser insistente, teoricamente, qualquer um pode ser.
Claro que quando esse registro sair, pra algumas (maioria das) pessoas ele vai ser só aquilo, e vai parecer que foi tudo muito fácil. Por que a gente não é formado pra saber como é o PROCESSO, quais são os meios, as burocracias, a gente só se importa com o PRODUTO. Mas esse produto é fruto dessa história que foi construída no processo, cada escolha é de extrema importância. E eu já trazia uma bagagem também, minhas composições, minha história.
Antigamente, a pessoa era contratada por uma gravadora, tinha a verba e as regras pra gravar um cd, as coisas foram mudando, os equipamentos se tornando mais acessíveis, as formas menos rígidas e mais alternativas e hoje é possível gravar até em casa. Eu não tenho o dinheiro nem a técnica de gravar bem e nem fui contratado por ninguém, mas resolvi investir num financiamento coletivo pra registrar o que eu vinha compondo desde 2009 e saiu, sendo um projeto relativamente barato. Isso porque não estou pagando os músicos, não estou pagando ao produtor, não estou pagando a mim, to pagando só o que é extremamente necessário e me envergonho pro isso, eu queria que todos estivessem recebendo por "perderem" seu tempo dedicando-se a esse filhinho. Infelizmente hoje em dia as coisas só saem com um produtor muito bom, editais, patrocínios ou berço de ouro com pais compreensíveis.NÃO É QUALQUER UM QUE INVESTE NA ARTE, tiro no escuro.
Não sou músico por formação, mas já tive contato com o estudo da música e tendo uma banda de rock desde 2007 eu já vinha investigando o que me interessava nessa linguagem, mas depois de uma baita decepção amorosa (que primeiramente resultou nesse blog) minha percepção sonora, minha sensibilidade foi alterada e o que saia de mim era outro tipo de música, e foi a partir desse momento que eu percebi que podia criar canções, porque no AK eu criava melodias e letras pros riffs dos meninos, os meninos nunca me limitaram, mas era assim minha metodologia. Hoje me sinto mais seguro e penso a música como teatro, como intenção, como gênero. Consigo oscilar em propostas sonoras de acordo com o que sinto ou com o que quero passar.
Esse CD é minha vida
um recorte dela
levemente ficcionalizado
Eu não fiz música pra ex, pra atuais ou pra futuros relacionamentos, eu fiz pra mim, sobre o que eu sentia/vivia e sinto tanta felicidade quando vejo todo mundo cantando junto, porque me sinto menos só nas angústias de precisar de alguém.
Pra minha família ele sair ou não sair, tanto faz, é só mais uma loucura de um cara inquieto que resolveu que seria artista.
Sinto-me lisongiado por ter recebido o apoio financeiro de muitos amigos e apreciadores do trabalho que venho desenvolvendo e sortudo por ter perto tanta gente competente e com caráter se entregando tanto quanto eu ao processo.
Luiz Gadelha, que eu sou muito fã, está trabalhando a primeira vez como produtor de um disco, ele já é compositor e já registrou muitas canções, tem uma bagagem rica e extensa e eu sabia que não seria diferente, eles está acrescentando demais à tudo.
Garibaldi, o polvo das mils bandas, por quem eu já tinha um afeto inexplicável pelo modo de tocar bateria, arranjou um tempinho e já gravou tudo do CD, é um artista/artesão potente e que merece muita atenção. quero junto. Foram 11 baterias de 13 canções (sendo uma delas uma intro pro CD).
Muito obrigado a quem deu dinheiro por fora do catarse!!
Diego Bezerra e Deywison Maciel, admito que eu já "ficava" com as guitarras do Androide, mas só me apaixonei por elas no processo de captação, as novas roupagens pras músicas que eu compus estão salvando as canções que eu não gostava tanto e valorizando as que eu já tinha uma preferência. Eu me emocionei no último dia da primeira semana de gravação, porque me surpreendeu, superou minhas expectativas.
Já foram 4 dias de captação e eu to amando estar dentro do estúdio, é um outro tipo de prazer, de percepção, de sensibilidade. Eu nunca tinha vivido algo dessa forma porque na gravação do EP do AK, os meninos não me chamaram de propósito, sentiam-se inseguros com meu senso crítico =\ e na época eu admito que eu era mais chato. To aprendendo muito e modificando minha metodologia de criação já pro próximo CD. Estamos criando muita coisa no momento do registro, dando muitas camadas de significação sonora. eu não paro. Mas quero viver tudo no tempo certo, mesmo eu sendo meio embaralhado em relação à temporalidade.
Assista ao vídeo da 1º Primeira semana de gravação, foram 4 dias, terminamos a bateria e metade das guitarras e aguardem os próximos capítulos!!! Quase tudo registrado por outro grande parceiro/artista; Diego Marcel!!!
domingo, 9 de setembro de 2012
E-mail que mandei aos colaboradores do projeto via Catarse.me
1º dia de Gravação do CD do ANDROIDE SEM PAR
04/09/2012
Primeiramente,
gostaria de agradecer à todos que acreditaram
no trabalho do projeto ANDROIDE SEM PAR.
Demorou, mas demos início!
O intuito dos e-mails que vocês começarão a receber é informar como está o processo da concepção do GRAVE, 1º registro sonoro oficial do projeto. O trabalho está sendo captado no Dosol Estúdio, produzido pelo cantor e compositor Luiz Gadelha, e a mixagem/masterização ficará por conta do Estúdio Megafone.
A previsão é de que o CD esteja pra download no fim de Outubro e vocês acompanharão passo a passo todo o processo, tendo conhecimento dos obstáculos e das conquistas!
Hoje começamos a registrar a bateria de algumas canções e estamos super empolgados. Nas fotos estão: Luiz direcionando o procedimento, Deywison na Guitarra e Juão no vocal para guiar Garibaldi nas baquetas!!
CURIOSIDADE
A música "O mesmo mar que une, separa" que estará no GRAVE é uma parceria entre Juão Nin e Luiz Gadelha.
Juão, junto com Simona Talma, foi colaborador na canção “Vem aqui” do álbum SUCULENTO, lançado por Gadelha esse ano.
O CD sai esse semestre, recebi uma proposta pra gravar e to com o projeto da gravação do CD habilitado pelo BNB, de alguma forma no meio do ano sairá "GRAVE"!
O ano não começou bem pra mim, o que não importa, pois foi movimentado pro andróide e isso salva um pouco. Tem registro de uma canção nova tocada na Casa da Ribeira e da apresentação do Prêmio Hangar (no Teatro Alberto Maranhão), onde fiz uma versão de O PREÇO DO AMOR de Elino Julião, um dos homenageados da noite, mesclando com O MESMO MAR QUE NOS UNE, SEPARA. Duas tocadas importantes no primeiro mês do ano!
Tonto
Juão
E eu que me apaixono sempre por marginais
estou cansado de me auto-vitimizar
Eu que sou tonto
estou tão centrado
Não dá mais pra viver só de girar
Eu mereço cada surra que levei
Não dá pra pedir socorro num mundo tão frágil
Não é só de conforto que eu me satisfaço.
VÍDEO com uma improvisaçãozinha no início - Show de abertura
do acústico do Talma&Gadelha
VÍDEO do Prêmio Hangar, onde fui indicado como revelação
O fracasso de tentar ser feliz, o que me causa mais ódio é o amor parecer infinito, esse amor padronizado, esse amor romântico encarquilhado, eu não nasci pra amar assim. Porém, eu quero uma cumplicidade tão utópica quanto a impossibilidade de alcançar esse amor globalizado. Eu quero ser leal e estruturado o suficiente para não me preocupar com fidelidade, eu quero poder fazer o que gosto e dizer tudo que posso sem precisar reafirmar que amo. Eu quero uma amizade extendida. Eu quero um suplemento, infinitas serão minhas lembranças. só.
Eu dormi mal, eu comi mal eu freqüentei as piores pessoas.
Eu precisava me tirar do conforto que o mal estar me garantia.
Venha aqui, me ofertar uma cerveja....
Eu passei uma semana na casa de Luiz Gadelha, e essa é minha segunda semana na casa de Melina Duarte, as regras sou eu quem defino. Algumas pessoas acham que porque eu não moro mais em casa não posso mais ir em casa, as raízes são cortadas aos poucos, é uma aprendizagem, no final disso tudo nem em Natal eu estarei morando mais.
25/10 - 31/1o/2010
Na casa de Luiz eu me senti em casa mais do que na minha própria casa, porque eu não ficava ouvindo a voz gasguita da minha mãe gritando comigo sem necessidade, porque eu já divido o quarto com meu irmão mesmo, então dividir com Luiz não tinha lá grandes diferenças, porque ele me recebeu muito bem, porque nos damos bem e as coisas seguiram em harmonia. Eu que gosto de um conflito, fiquei em paz uma semana, fumando, bebendo e compondo (menos do que eu gostaria, mas eu praticamente passava o dia inteiro fora). Eu e ele agora temos uma banda chamada EVOL, junto com Melky, Natália e Emily.
A vida tá sendo difícil comigo, eu não compartilho de uma estética e uma poética convencional ou facilmente aceitável nos meus trabalhos autorais então estou montando a minha encenação final com muita dificuldade; meu processo e, meu tempo são outro. Eu tenho muito desgaste mental com UM POUCO DE INFERNO, porque eu tenho que pensar em dramaturgia, estética, publico, formas e mais formas e resoluçoes para tudo acontecer. O andróide, que pra mim nem existe ainda, é onde quem vê mais se reconhece, talvez seja um lado que manipulei pra ser mais bem visto. Talvez pelas pessoas esperarem muito quando um bebê ainda está na barriga.
Na segunda, como de costume, eu fui pro cinema com o clubinho do cinema, assistimos os 3 velhos filmes de sempre e eu lembrei de como foi levar todas as minhas malas pra casa de luiz, foi divertido e depressivo ao mesmo tempo, eu me sentia um burro de carga saindo de onde não tinha mais água ou então um caramujo que lento se deslocava com a casa nas costas. Gadelha mora em ponta negra-capim macio , onde eu já havia morado (em 2004), onde eu reconquistava memórias, onde eu já sabia quais ônibus pegar. Na terça eu não tenho aula pela manhã então eu fui com o bb pagar as contas no extra e nesse dia Luiz fez o almoço, ele sempre faz umas coisas gostosas, destaque pra pipoca, que a dele é ÚNICA. Todo dia praticamente eu chegava em casa as 23h, os ensaios vão geralmente ate as 22h, teve um dia até que assistimos uns filmes, eu dormi depois do primeiro, claro.
O banheiro de luiz tem uma privada com desenho de peixinhos, eu me sentia poluindo o mar. Minha escova de dente perto da dele, o box que mal me cabia. Eu lembro dessa semana em especial com muita alegria. Nossa, ele me deu a chave de uma das portas, quer dizer....ele fez tudo pra eu me sentir de lá.
A gente conversou muito, conversou sobre nós, sobre futuro, sobre passado, a gente sempre tomava café da manhã, e era nessas horas que o papo fluia, eu adoro isso mesmo sem ter o costume de comer pela manhã. De noite a gente sempre bebia, cervejas antes de dormir, algo melhor? Nós seguimos Natália, a menina que bebe todos os dias.
A primeira vez que eu e luiz nos vimos foi em um curso de teatro em 2006 no centro experimental de pesquisa e formação teatral, no módulo 2 ministrado por Marco França, Lenilton e Fernando Yamamoto. Foi onde também conheci Simona, Valéria, Camille, Ênio, Tiquinha e Angela. Não eramos muito chegados, faziamos coisas juntos, mas porque eramos da mesma turma. Foram anos depois, em 2009, que a gente começou a se comunicar mais, conversar mais, trocar músicas e a criar juntos de fato. Foi paralelo ao surgimento do andróide que minha amizade com LG ficou mais forte, ele tinha que estar fazendo parte de tudo isso. Aquelas coisas que não se explicam, simplesmente acontecem. A criação dessa vivência veio do fato de eu antes de pensar nisso como plano maior eu já estar pensando em ir passar uma semana na casa dele. Liguei uma coisa com a outra e agora estou nessa loucura de pegar outros ônibus, viver outros lugares, demorar mais tempo pra chegar na faculdade, acordar mais cedo e etc
"O que você tem dado a seus amigos para eles te apoiarem tanto?"
Sarah Kane
Talvez seja uma forma de olhar as coisas por outro ângulo, de me tirar do conforto, de me fazer ficar de frente para outros pontos da cidade, outra rotina, outros horários, outro ponto de vista sobre mim e sobre os que me rodeiam. Uma forma de fortalecer vínculos. Amizades antigas, amizades recentes e futuras amizades. A minha vida continuará, mas em outro lugar.
CRONOGRAMA:
Eu passarei 4 meses morando fora de casa. 1 semana na casa de cada amigo que eu considero e que aceitou essa experiência. 12 amigos, cada semana em um e 1 amigo de 1 mês. O tempo dessa performance pode aumentar e será toda registrada no blog, talvez aconteça de eu morar uma semana na casa de alguém que eu não conheça, mas que apareça por aqui e queira viver essa experiência. Sintam-se a vontade senhores "desconhecidos"
As regras serão construídas com o tempo, o objetivo é misturar as duas vidas, conhecer mais o amigo, costumes, cultura, toques e que ela(e) me conheça também um pouco mais.Uma semana é ainda pouco, mas em longo prazo tentarei perceber e registrar como isso influencia minha vida. Eu criarei situações e de alguma forma deixarei minha marca na casa na qual eu estiver.
Será uma visita normal, como se alguém viesse de outro estado ficar hospedado na sua casa. Eu falo morar, porque quero criar a atmosfera de que pertenço aquele lugar, me infiltrarei. Não terão obrigações, a pessoa me receberá como costuma fazer, livre, como quiser.
Meu pai aceitou, minha mãe ainda não sabe...parto amanhã